— Te amo — Eu cochichei baixinho.
— O que você disse?
— Te cuida…
— Te cuida também.
Cochichei novamente: “Te cuida… Porque eu te amo”. E você se virou, fechou o portão e me desejou uma boa noite. Intrigante não saber se ouviu meu cochicho de desespero… Desespero porque mais uma noite se passou, e você foi dormir sem saber o que eu queria te dizer.
A felicidade é provisória. É um clarão. Um relance. Um lampejo. Dura o suficiente para virar uma lembrança. Assim que some temos que sair atrás dela de novo.